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Sobre a série: PALMARES

June 26, 2018

PALMARES. UMA CIDADE DESTRUÍDA PELAS ÁGUAS
Carol Melo. 2010
Palmares, Pernambuco. Brasil

 

 

 

O que flui e o que fica.
Entre o leve e o peso. 
Entre a memória e o vazio.
Entre a água e o concreto.

 

A lama. 

 

Arquitetura de uma memória em ruínas,
Como cores que resistem no vazio do que sobra;
No que resta.
A água não constrói, molda.
Procura se encaixar por onde passa. 
A água flui.

 

A memória, o vazio, a lama,
O concreto e a fotografia ficam.
São rastros… são marcas.
O homem constrói a futura arquitetura da destruição,
Arquitetura de resistência.
Novas percepções do espaço são tomadas 
E novos limites são impostos,
Desta vez pela natureza, ao invés das mãos do homem.

 

Palmares. Uma cidade destruída pelas águas.

 

 

 

Em novembro de 2010, cinco meses depois de uma das maiores enchentes da história de Pernambuco, a cidade de Palmares, na Zona da Mata Sul, ainda se recuperava da catástrofe quando fiz uma visita no local com um grupo de fotógrafos e outros artistas. 
Ver a cidade destruída pelo rio que parecia tão inocente, ali no fundo da igreja, parecia meio surreal, mas a água que parece frágil, é tão forte que não deixou nem as paredes de pé; e as que ficaram, deixou sua marca. Escrevi um pequeno texto acima que fala um pouco sobre como foi essa relação de ver tudo destruído pelo mais fluido dos elementos da natureza.
Foi um dia intenso fotografando, caminhando, conhecendo a cidade, se perdendo algumas vezes do grupo, e anos refletindo sobre a história de cada um desses lugares fotografados, e a dúvida se ainda estão de pé hoje.


Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre a série!
Abraços e até breve!
Carol 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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